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Como montar um método de estudos (parte II)

O método de estudo é algo muito particular, de forma que talvez um que deu certo para um candidato pode não ser eficiente ao outro. Isso acontece porque cada pessoa tem uma espécie de memorização, auditiva (aprende melhor ouvindo) ou visual e até pelo tato (precisam escrever e até tocar os livros para internalizar as informações).

Fundamental, portanto, é o concurseiro saber as suas potencialidades e dificuldades para montar o seu método de estudos. Decepcionante é afirmar que não há um método único e infalível como receita de sucesso, cada estudante precisa encontrar o seu.

A memorização reclama, ainda, o interesse do candidato pela matéria e o prazer em aprendê-la. Com efeito, armazena-se melhor a informação proporcionalmente a sua importância (por exemplo, um número telefônico de alguém que nos interessa pode ser armazenado facilmente). Da mesma forma, deve-se evitar a ojeriza à matéria estudada, já que isso cria um bloqueio no seu aprendizado. Se o tema é importante a sua aprovação no concurso, o concurseiro tem que passar a amá-la, já que será a porta que o levará ao sucesso!

Alguns optam por estudar uma matéria por dia, outros mesclam duas afins. Por exemplo, estudar direito civil e processo civil no mesmo dia ou penal e processo penal. O importante é que se tenha organização e disciplina, ou seja, cada matéria tem o seu dia certo para ser estudada. Isso evita que, ao estudar uma determinada matéria, o candidato lembre outra e acabe se desconcentrando. É preciso foco para otimizar o aprendizado, notadamente para quem possui menos tempo disponível.

A forma de estudo adquire inúmeras facetas. Já conheci pessoas que estudavam fazendo resumos, quadros mnemônicos, fichamentos de livros, grifando as palavras mais importantes nos livros e apostilas, bem como gravando a sua leitura em voz alta para depois ouvir, ou elaborando perguntas a serem respondidas por ocasião das revisões.

Os resumos e fichamentos consomem mais tempo para elaboração, todavia, tornam-se excelentes materiais para revisões periódicas e rápidas. A técnica de se grifar palavras essenciais é mais rápida, porém exige do concurseiro a habilidade de identificar as palavras chaves. Os quadros mnemônicos são excelentes para questões que exigem mais a “decoreba” e menos o raciocínio lógico.

Um método interessante também é estudar e preparar o material como se o candidato fosse ministrar uma aula. Isso confere otimização ao estudo e o concurseiro, posteriormente, pode até simular uma aula, treinando a sua capacidade de externar oralmente o seu conteúdo.

Nada impede que os métodos descritos sejam mesclados de acordo com o tipo de matéria estudada. Caso se constate que a profundidade de conhecimento exigida naquela matéria, em determinados certames, é apenas superficial, restringindo-se ao conteúdo do texto legal, os quadros mnemônicos são suficientes. Já se o tema exige conhecimentos mais profundos e sólidos, pode-se lançar mão dos fichamentos e resumos.

As provas objetivas (múltipla escolha) ainda cobram questões ligadas a texto de lei ou que exigem memorização (requisitos de determinados institutos jurídicos, diferenças entre eles, conceitos, etc), de sorte que a leitura dos códigos ainda é imprescindível. Pode-se reservar 10 minutos diários dos estudos para uma leitura atenta dos códigos. Mais do que isso levará o estudante a dispersar a sua atenção. Embora haja uma tendência a abandonar a cobrança de textos de lei nas provas objetivas, é recomendável ainda a sua leitura porque há considerável número de questões que ainda se atém ao texto legal.

Também é válido reservar tempos de estudos para se fazerem simulados. Com a internet é fácil obter as provas objetivas dos concursos, podendo o estudante simular o dia da prova, com o mesmo tempo e condições.

Ademais, há empresas especializadas na confecção de provas que possuem características próprias na elaboração das questões e isso pode ser detectado ao resolver as provas feitas por aquelas empresas. Isso confere uma relativa previsibilidade do que pode ser indagado em provas futuras. É importante conhecer o “inimigo” para se antecipar aos seus atos.

Nos concursos com provas discursivas, desde já o candidato deve treinar a sua capacidade de dissertação. É um erro deixar para treinar depois de superada a prova objetiva, já que o tempo entre esta prova e a discursiva é curto. Elaborar dissertações diárias, semanais ou mensais é essencial. Caso se opte por fazer diariamente, pode-se eleger uma matéria por dia, com tempo de 15 minutos para se escrever uma página de caderno, com sorteio dos temas.

No início dos estudos, talvez o conteúdo das dissertações seja limitado, mas com o avanço dos estudos ele irá se enriquecendo e a capacidade de escrever também sofrerá consideráveis progressos.

Todos os métodos aludidos já foram testados e mostraram a sua eficácia. Porém, é de suma importância que o concurseiro realize revisões periódicas daquilo que foi estudado. Como o projeto de estudos será a longo prazo (veja o que escrevi na parte I do post “Como montar um método de estudos”), as revisões são essenciais.

Quanto mais tempo se passa do dia em que a matéria foi estudada, maior é a porcentagem de esquecimento do que foi aprendido. Daí a importância das revisões periódicas.

A conhecida sensação de já ter estudada aquela matéria, mas não se recordar do seu conteúdo, ocorre porque, no momento que estudamos o tema, o cérebro o armazena em uma espécie de “pastas” (assim como o computador grava um documento na pasta “Meus documentos”, subpasta “serviços”, por exemplo). Depois, com o passar do tempo, ele esquece o local onde a informação foi armazenada e não consegue acessá-la. Para que isso não ocorra, é preciso que o cérebro esteja sempre alcançando essas informações, porque ai ele fixa o lugar onde a referida matéria ficou armazenada, tornando de fácil e rápido acesso. Bem por isso as matérias ligadas ao nosso trabalho diário são memorizadas e acessadas quase de forma inconsciente e automática quando necessárias.

Os estudos com fichamento e resumos facilitam essas revisões periódicas. Já os quadros mnemônicos são excelentes para ficarem afixados em locais como escritório e quarto, para que a memória visual possa fixá-los na mente. Para quem utiliza a técnica de grifar as palavras chaves, a revisão pode ocorrer lendo essas palavras e forçando a memória a lembrar de todo o conteúdo apenas ao ler as palavras chaves.

As primeiras revisões são mais trabalhosas e demoradas, mas à medida que elas vão ocorrendo o concurseiro as agiliza, já que passa a lembrar de tudo mais rapidamente.

Os simulados também auxiliam nessas revisões, pois, ao forçar o cérebro a responder determinada pergunta, faz com que ele refaça o caminho do armazenamento daquela informação. A mesma função exerce o método de estudos por meio de perguntas, conforme já tratado linhas atrás.

O período de cada revisão deve ser ditado pelo grau de dificuldade em memorizar aquele tema e porcentagem de esquecimento. Se a matéria é de fácil memorização (por exemplo exige apenas raciocínio jurídico para entendê-la) a revisão pode ser agendada para um prazo mais longo. Já se ela possui inúmeros detalhes e especificações, a revisão pode ser em prazo mais curto.

Arrisco dizer que 1/3 do tempo de estudo deve ser reservado para revisões. No início esse tempo será grande, mas com o avançar dos estudos a quantidade de temas a serem revisados aumenta. Há também quem recomende revisar toda a matéria estudada sempre antes de iniciar os estudos. Ou seja, antes de o estudante iniciar os estudos de hoje irá revisar tudo o que foi estudado daquela matéria até hoje.

De se ver, com efeito, que há inúmeros métodos de estudos (inclusive outros desconhecidos deste subscritor), sendo imprescindível a revisão periódica, a disciplina nos estudos, concentração, determinação, perseverança e a fé inabalável que o sonho será conquistado. O tempo que tudo isso demorará não interessa, pois o que importa é a glória do sonho realizado. Se é que isso pode ser considerado uma receita de aprovação, eis a fórmula mágica. Caso contrário, que sirva pelo menos de alento e palavras de ajuda àqueles que se dispuseram a atingir seus sonhos.

 

 

 

 

   

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  1. Viviane
    10 de agosto de 2013 às 17:13

    Ótimas dicas!!

  2. celia imamura
    21 de setembro de 2012 às 11:28

    Dicas excelentes de estudo!

  3. Rubson A. Evangelista
    26 de julho de 2012 às 23:08

    As suas expLIcações FORAM muito BOAS…Deus!

  4. paulo augusto
    25 de julho de 2012 às 13:40

    Cara as suas espricações foi muito boa!

  5. Ana Lucia do Nascimento Pinto
    15 de dezembro de 2010 às 14:21

    Como foi importante os metodos de estudos para mim.

  1. 13 de março de 2015 às 12:30
  2. 28 de janeiro de 2012 às 09:31

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