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Concursos. Qual me preparar? Qual prestar?

É muito comum encontrar, entre os concurseiros iniciantes, uma dúvida: para qual concurso devo me preparar? Mesmo àqueles que já possuem uma profissão como meta remanesce a indagação. Será que devo estudar apenas para a carreira dos meus sonhos ou para certames menos difíceis, assegurando a estabilidade financeira e depois almejar uma ascensão profissional?

Para a primeira indagação é preciso destacar que, regra geral, o candidato que aguarda a publicação do edital para iniciar a sua preparação terá mínimas chances de ser aprovado. A profundidade das avaliações e matérias exigidas e o elevado nível de preparação dos concorrentes tornam quase que impossível uma classificação naquelas condições.

Portanto, àqueles que ainda não definiram a profissão dos sonhos, recomenda-se o estudo de algumas matérias básicas- cobradas na generalidade dos concursos – como direito constitucional, administrativo, penal, processo penal, civil e processo civil, até que a ideia da profissão certa melhor se delineie ao candidato. Saliente-se que aludidas matérias são atinentes às carreiras jurídicas, foco central deste blog.

O estudo qualitativo daquelas matérias faculta a participação em quase todos os concursos ligados ao Direito, pois constituem a base de qualquer concurso jurídico. Definido o certame, deverá o candidato dedicar-se às matérias específicas e aprofundar seus estudos naquelas de maior peso dentre as matérias gerais. Por exemplo, o concurso para Procurador do Estado exige conhecimentos sobre Direito Tributário e aprofundamento em Direito Administrativo, dentre outras áreas.

De outro lado, antes de responder a segunda dúvida, mister se faz saber se o concurseiro tem condições financeiras de se preparar e aguardar a aprovação apenas para o concurso dos seus sonhos ou se antes precisa obter estabilidade financeira.

Caso suas condições financeiras lhe permitam focar os estudos, desde o início, à realização profissional, melhor que o faça. O estudo direcionado inquestionavelmente tende a ser mais eficiente.

Porém, e o que é mais recorrente, se sua situação não lhe permite a preparação direcionada, não há motivos para aflição. Até mesmo aquele que inicialmente tinha os estudos focados a um certame, por circunstâncias supervenientes, se tiver que alterar seus planos, não precisa se desesperar. A flexibilidade, nesse momento, é virtude. Basta saber administrar a situação.

Fundamental é que se prepare uma estratégia levando em consideração o tempo que o concursando possui para estudos. Para não se desviar demasiadamente do seu objetivo principal, é interessante a preparação concomitante para outros concursos cujas disciplinas exigidas se assemelham ao máximo. Por exemplo, Juiz do Trabalho e Analista ou Técnico da Justiça do Trabalho. O leque de opções poderá se alargar na proporção direta do tempo de estudo que dispõe o interessado.

Objeção recorrente era a de que se a banca examinadora soubesse que o candidato prestou inúmeros concursos, jamais o aprovaria.

Tal assertiva não pode ser tomada de forma absoluta.

Primeiro porque em alguns concursos, com apenas provas objetivas e dissertativas, não há a identificação do candidato durante a correção, razão pela qual prescindível saber se ele já se inscreveu a outros certames.

Ademais, é certo que os cargos públicos são colocados em concurso para serem lotados e, de preferência, por muito tempo. Logo, ninguém gostaria de provê-los sabendo que o aprovado sairia rapidamente. Todavia, sem qualquer demérito, há alguns cargos de “passagem”, sabidamente providos apenas até que o aprovado assuma outro mais atrativo. É a evolução natural da vida, pois, salvo exceções, todos procuraram o progresso. É o que ocorre, por exemplo, com os cargos de escrevente judiciário, técnico judiciário e analista judiciário. Não raro, as pessoas são aprovadas neles e em seguida galgam carreiras como Magistratura, Ministério Público, Procuradorias etc. Com efeito, inexistirá qualquer discriminação pela biografia de concursos do interessado naqueles cargos.

De outro lado, e aqui parece que a aludida assertiva merece maior cautela, há os concursos considerados “mais atraentes” na esfera jurídica, os quais, pelas suas fidalguias, estão a exigir o provimento por pessoas vocacionadas. Magistratura, Ministério Público, Procuradoria, Delegado Federal etc. É comum que esses sejam os objetivos finais dos candidatos na área do Direito.

Como já mencionado, problema algum há quando o concorrente prestar outros concursos e depois almejar a aprovação num desses considerados objetivos finais, já que isso apenas demonstrará a constante evolução profissional do candidato, a sua dedicação e o senso de disciplina; pois, mesmo exercendo outras profissões não se descurou do seu sonho. Aliás, a Magistratura e o Ministério Público atualmente exigem 3 anos de atividade jurídica do bacharel em Direito, de sorte que a atuação em outros concursos em nada denegrirá a imagem do candidato, pois isso passou a ser requisito daquelas carreiras.

Delicada é a situação daquele que estiver inscrito em um dos concursos considerados objetivos finais para muitos, mas não para o mencionado candidato. Está no certame do Ministério Público, mas tem como anseio a Magistratura, por exemplo. Certamente, os membros da banca examinadora não ficariam tranqüilos em aprová-lo porque talvez falte ao candidato o requisito da vocação ao cargo.

Nessa hipótese, a cautela e a discrição são requisitos essenciais, achincalhar uma das carreiras apenas para vangloriar a outra jamais. Infelizmente, a melhor postura a ser adotada dependerá da situação concreta, das nuances do momento, da desenvoltura do candidato, da empatia com os integrantes da banca etc; de forma que não há como se fornecer resposta prévia.

À guisa de derradeiras conclusões, primordial é que o interessado tenha metas, estude com disciplina e responsabilidade, sem se descurar da possibilidade de flexibilização e tomada de objetivos alternativos se preciso. O sucesso está a disposição daqueles que se lançarem a sua busca.

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